Louca sua miga

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Resenha do livro "Fuja, coelhinho, fuja" - Barbara Mitchelhill

Fuja, coelhinho, fuja
Barbara Mitchehill 
Editora: Biruta
Páginas: 236
Lançamento (Brasil): 2014
Nota:

Sinopse: Fuja, coelhinho, fuja, conta a história de Lizzie e Freddie. Quando o pai das crianças, William, recusa-se a lutar na Segunda Guerra Mundial, a policia vem a sua procura. Precisam então fugir para se manterem unidos. Refugiam-se em uma comunidade chamada Whiteway. O esconderijo não dura muito tempo, e a família, mais uma vez, buscar um novo refúgio. Suas opções vão ficando mais escassas e os obstáculos aumentam; a chance de continuarem juntos fica cada vez menor. 





Fuja, coelhinho, Fuja é o nome de uma canção encontrada no livro que combina perfeitamente com a história.
Lizzie é uma garota de onze anos muito experta para a idade que tem. Ela tem sua família como a coisa mais importante da sua vida e faria qualquer coisa pelo seu pai e seu pequeno irmão Freddie.  A união da família Butterworth é invejável mas o momento é terrível para se ter união tão bonita quanto essa pois Lizzie mora em Rochdale, Inglaterra, e está no período da segunda guerra mundial onde os homens novos, saudáveis e fortes devem se juntar as forças armadas para lutar e defender seu país. Quando o pai de Lizzie se recusa a participar da guerra a policia vem atrás dele, começando então a grande jornada da família fugitiva por lugares que jamais imaginariam que um dia estariam e aventuras incontáveis com um único objetivo: manter a família unida.

"- Quanto tempo vamos ficar fora, papai? - perguntei. 
Papai voltou-se para mim e balançou a cabeça:
- Não sei, Lizzie. Tudo depende do senhor Hitler." Pág. 20 e 21
O livro é repleto de trechos destacados em apenas uma página ou duas com coelhinhos super fofos. Eu amei a forma como isso deixou o livro mais bonito e diferente.
A forma como Lizzie narra sua história em alguns momentos faz ela parecer uma pessoa mais madura do que realmente é, uma criança que perdeu a mãe muito cedo para a guerra tinha de tudo para desistir porém Lizzie é uma garota que não desiste fácil, ela é forte e independente. Eu realmente me espantei ao ver o modo como ela encarava as situações que surgiam no decorrer de sua jornada para manter sua família unida, ela era capaz de entrar em uma briga com garotos, pegar um trem e fugir, com seu irmão pequeno, sem se importar muito com o que aconteceria no caminho.

"- Está vendo aquela estrela, Lizzie? - perguntou ele numa noite em que eu não conseguia dormir.
Havia uma porção de estrelas no céu naquela noite, mas ele estava apontando para a mais brilhante, a maior de todas.
- É a sua mãe - ele disse, batendo o dedo de leve no nariz, como sempre faz quando me conta segredos. - Agora, você sabe onde ela está, sempre brilhando e cuidando de todos nós." Pág. 10


A história se passa em um país que constantemente as cidades eram ameaçadas por ataques aéreos porém a guerra não chega realmente a ser um grande perigo para a família Butterworth que no inicio vive em uma comunidade pacifista chamada Whiteway, que se torna o lar mais agradável que eles tiveram a oportunidade de viver. Uma curiosidade interessante que descobri no posfácio do livro é que Whiteway realmente existiu na época da Segunda Guerra então não é só a história de Lizzie, é também a história real daquele país e das pessoas que a maioria desconhecia, eu me senti muito especial em gostar e conhecer mais sobre a história dessa comunidade.
O livro se tornou o meu favorito pois além de ser apaixonada por histórias que se passam na segunda guerra, fiquei encantada com Lizzie, sua incrível e diferente história de vida. 

"(...) Acho que uma pessoa tem de ser valente para afirmar diante de todo mundo aquilo em que  acredita." Pág. 226



Espero que tenham gostado, até a próxima.

2 COMENTÁRIOS:

  1. Gostei bastante de ter lido sobre esse livro, me chamou muito a atenção, pois pensei que se tratava de um livro infantil, quando na verdade é assim porque é narrado por uma criança. E a história em si é bem triste, fugitivos da guerra, e uma garotinha tão pequena já lutando pela família. Deve ser linda essa história.

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  2. Okay, realmente quero esse livro! O que é essa capa? E esses coelhinhos? Histórias baseadas em guerras reais estão aparecendo cada vez mais no mercado, mas elas sempre têm algo novo a contar. :)

    Beijos! || ape56.blogspot.com

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