Louca sua miga

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Resenha do livro "O Estranho" de Kyra Davis

Oi, queridos, tudo bem?
Hoje vocês vão conferir a resenha de "O Estranho", primeiro livro da trilogia "Apenas Uma Noite".
Título: O Estranho - Apenas Uma Noite vol. 1
Autora: Kyra Davis
Editora: Suma de Letras
Ano: 2014
Gênero: Romance Erótico (+18)
Classificação: 
Vocês já devem ter percebido que eu adoro romances eróticos, e sempre que vejo novos lançamentos do gênero, faço questão de conferir sobre eles. Muitos acabam despertando meu interesse, então resolvo dar uma chance para a leitura. Quando vi O Estranho na livraria não foi diferente; comprei e logo comecei a ler.

Kasie Fitzgerald vive sua vida exatamente da forma como deve ser: ela é uma mulher extremamente responsável, workaholic, e à espera do casamento com seu namorado de longa data, Dave. Mas seus planos tendem a mudar quando ela e sua amiga Simone vão passar um final de semana em Las Vegas. Lá, Kasie encontra um homem que mexe com todos os seus sentidos, e acaba se entregando à ele; mas apenas por uma noite.

Quando ela retorna para sua vida real, se vê pensando o tempo todo na noite mais que sensual que teve com aquele estranho. Porém, prestes a ficar noiva de Dave, resolve manter esses pensamentos apenas como lembranças, já que aquilo foi um episódio único, que jamais se repetiria.
"Não acredito em vida após a morte. Sempre achei que, quando alguém se vai, é para sempre. Talvez também seja assim com os momentos." (pág. 27)
Tudo vira de cabeça para baixo quando ele, Robert Dade, aparece na empresa onde Kasie trabalha, exigindo que ela lidere uma equipe para trabalhar diretamente com ele. Kasie tenta resistir ao charme do homem que tem estado constantemente em seus pensamentos, mas percebe que seus esforços não estão tendo sucesso, e acaba se rendendo aos seus desejos.
"Esse é o problema com o pecado; depois de tê-lo aceitado, não precisa mais se preocupar com o que é certo. Você pode fazer aquilo que bem quiser." (pág. 89)
Kasie passa a enfrentar muitos conflitos em relação a esses dois homens; Dave, seu "quase" noivo e Robert, o homem que a faz se sentir viva; se sentir ela mesma. Em diversos momentos vimos que ela se decide entre os dois, mas nunca consegue concretizar sua escolha.
"Algumas mulheres escondem seu verdadeiro eu embaixo de várias camadas. Algumas vezes, essas camadas são feitas de tecido; outras de relacionamentos equivocados." (pág. 39)
Me incomodou demais o fato da protagonista conseguir trair o namorado com tanta facilidade. Claro que entendemos que o relacionamento deles não é dos melhores; eles estão em um momento de comodismo e parece que se casar é o que deve ser feito. Mas, ainda assim penso que relacionamentos como esses devem terminar imediatamente e a incapacidade da protagonista fazer isso, só mostra o quanto ela não tem atitude e não se importa o suficiente com a própria felicidade.
"A escuridão oculta nossos pequenos pecados. Mas o sol não perdoa. A luz exige a inocência da sobriedade." (pág. 80)
Isso é reforçado em diversos segmentos no livro que mostram o quanto Kasie se preocupa mais com a forma como a sociedade e sua família esperam que ela seja do que como realmente ela deseja ser. Fato que pesa imensamente nas decisões que ela toma no desenrolar da história.

Em alguns momentos, a autora conseguiu prender muito a minha atenção. Mas particularmente, achei que ela não dava continuidade a isso. Quando eu encontrava um segmento que me deixava totalmente alerta, o rumo da história ia para um lugar diferente, e aquela questão ficava meio esquecida.
"Talvez o que diferencie os bons dos ruins é apenas que alguns de nós, quando mentimos, quando cometemos um erro... talvez alguns de nós possamos recomeçar e consertar as coisas." (pág. 137)
O livro termina em um momento de muito suspense, o que determinou, definitivamente, a minha vontade de ler as continuações. Foi um final digno e me deixou muito curiosa. Além disso, outra coisa que "ficou no ar" foi a história da irmã de Kasie. Foi falado muito pouco sobre ela, mas já deu para perceber o amor que ela sente pela irmã, e o quanto ela influencia, direta ou indiretamente, nas suas decisões.
"Vou obrigá-lo a sair da minha vida. (...) Quem dera eu pudesse obrigá-lo a sair da minha cabeça." (pág. 140)
Gostei da maneira como Kyra usa as palavras na narrativa e, no geral, achei um livro legal. Um ponto positivo é que as cenas sexuais são descritas de forma suave, permitindo que a obra não seja vulgar. Em contrapartida, não conseguiu prender muito a minha atenção e os personagens não me cativaram o bastante. Eventualmente, me pareceu que faltou personalidade na protagonista; e o fato dela se importar mais com o que os outros pensam dela, do que com quem ela realmente quer ser, me incomodou demais. Espero que os próximos livros da série explorem melhor o romance em si, assim como a essência dos personagens.
"E não é isso que todos fazemos? Escolhemos nossa religião, política, filosofia e vemos o mundo de um modo que se encaixe nos limites que escolhemos. E se alguns fatos óbvios não se encaixam bem em nossos sistemas de crenças, simplesmente os ignoramos ou os vemos de outro modo. Nós os forçamos a se encaixar, mesmo que isso signifique espremê-los em formas completamente artificiais." (pág. 94)



1 COMENTÁRIOS:

  1. nossa, achei incrivel. Uma historia que segue o genero do famoso 50 tons de cinza, poderia ser assim, tão cheio de entrelinhas que se encaixam em nossas vidas, e não somente nas partes eroticas, a autora foi muito mais inteligente, adorei!

    est-simple.blogspot.com.br

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