Louca sua miga

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Resenha do livro "Menina morta-viva"


 A resenha do livro "Menina morta-viva" vai ser uma das mais difíceis de escrever. A perda brutal da vida de uma garotinha de poucos anos é o enredo da obra.  Eu diria que "Menina morta-viva" é mais do que um choque de realidade, é um "sacode" naquela pessoa que está vendo coisas erradas e continua calada. É a narração detalhada de como é a maldade.
Título: Menina morta-viva
Autora: Elizabeth Scott
Gênero: Drama/Suspense
Editora: Underworld
Páginas: 169
Classificação
Antes de começar a resenha, tenho de deixar claro o quanto foi difícil adquirir este meu exemplar. Desde o lançamento da obra, a minha procura foi intensa. Visitei livrarias, skoob, e até bibliotecas privadas para conseguir. E nada... A editora pecou muito na logística. A dificuldade de encontrar exemplares da Underworld é dantesca e isso me cansa! Olhe quanto tempo deixei de ler o livro porque não o encontrava... Mas, felizmente, a Camis do blog Leitora Compulsiva (menina linda, gente!) pôs seu fino exemplar para trocar no Skoob e ela ainda me enviou pôster de "Os Instrumentos Mortais" dentro de um papel de presente meiguinho. Só por isso consegui ler!!!
Eu me pareço com o que sou. Vivo para ser o que Ray quer, o que ele precisa, e isso é fácil de perceber se você prestar atenção. Dá para notar que você pode me obrigar a fazer o que quiser. Em geral, no entanto, as pessoas fingem não me ver. Não querem saber o que é possível fazer com mãos iguais as delas. (Pág.98, Linha.22)
Clique em "Continue lendo" e acesse a resenha de "Menina Morta-viva"
Como disse, eu já era doida para ler este livro. Eu me interesso demais por estórias com pegadas psicológicas, que têm personagens com algum tipo de distúrbio. Deve ser porque almejo cursar Psicologia daqui a uns anos. Mas, enfim... O meu interesse já era enorme. Havia lido "Stolen - Carta ao meu sequestrador" e imaginava que a obra de Elizabeth seguiria na mesma linha de raciocínio: um personagem conturbado psicologicamente e uma menina sequestrada e obrigada a viver em condições abruptas de vida. Mas, não. "Menina morta-viva" vai além disso.  E eu estou me perguntando até agora como a autora conseguiu ir tão fundo e escrever algo tão... arrepilante.

Tenho 15 anos e estou exausta. Cansada da vida. (Pág.36, Linha.14)

A estória de um maluco doente que sequestra uma menina de oito anos, a abusa, a faz parecer criança mesmo quando completa quinze anos, a machuca, a bate, a impede de comer e beber coisas que não sejam potinhos de iogurte, me chocou. Ray é um doente mental que, em uma análise psicológica, é assim por seu passado, por sua mãe fazer com ele barbaridades. Ele quer uma "Alice" para a vida dele. Uma garotinha que não cresça. Que não se torne adulta. Que fique com ele. Que aceite seus abusos, tapas e puxões de cabelo. Que diga sim a ele. E que, acima de tudo, o ame. Pesado!

O que foi virava o que era e uma história só funciona quando a gente sabe como termina. (Pág.133, Linha.17)

Tive algumas dificuldades com a leitura. O livro é fininho, então pensei que seria bem rápida e tranquila, mas, parece que não houve muita revisão da escrita. A ausência de sinais, travessões, aspas, dois pontos e qualquer pontuação que venha em sua cabeça, prejudicou a fluência. Certas vezes, no meio da narração, aparecia uma fala de personagem, sem vírgulas, sem aspas ou travessões. E o leitor só conseguiria perceber, com esforço, por causa do contexto.

Sei do que as pessoas são capazes, do logo que têm por dentro. (Pág.97, Linha.11)

Além disso, as indas e vindas da narração embola ainda mais. Acontece que Elizabeth narra o passado e o presente juntos, conta sobre o "antes" em um capítulo e no outro está no "agora". Isso seria tranquilo para o telespectador fluir na estória se tivesse um texto pontuado corretamente.

[...] falta ao Ray mais do que apenas uma alma. Não é que seja oco por baixo da pele. É podre [...] (Pág.50, Linha.11)

Quanto à parte física da obra, fiquei boquiaberta. "Menina morta-viva" ganharia o segundo lugar dos livros mais bem feitos, só perdendo para "O céu está em todo lugar", em termos de design e editoração. A capa, esplêndida, os enfeites em algumas páginas, criativos e arrepilantes. Um visual incrível!

[...] e que renascerá em um lugar onde nunca poderá crescer. (Pág.92, Linha.17)

Se você quer ler "Menina morta-viva" vou te dar um conselho: prepare o estômago! Além dele, prepare o coração e suas noites. O Ray vai perturbar sua cabeça enquanto não terminar o livro. Ele vai ficar em seus pensamentos quando andar na rua e você vai pensar que qualquer homem ali passando ao seu lado pode ser ele... Um sequestrador de criancinhas inocentes. E você não quer ser nenhuma Alice.

Sou a menina morta-viva porque sou fraca demais para morrer. (Pág.73, Linha.14)

5 COMENTÁRIOS:

  1. Uma ótima resenha...
    mas não gostaria de ler não hein? rs

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  2. Amei a resenha, confesso que o livro já tinha despertado meu interesse mais agora eu necessito dele.
    Também curto essa coisa da história ter uma pegada psicológica, só não imaginava que o livro seria tão chocante. Já está adicionado na minha lista de desejados.
    Beijos.

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  3. Também quero cursar psicologia, e livros assim me atraem, mas confesso que nunca li. Desde o lançamento deste livro tenho vontade de ler, porém não tive oportunidade ainda.

    Beijos,
    Mands - Outbreaks.

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  4. Caracaaaa muitooo massa. Quero ler. Mas se foi dicifil você encontrar ... aiaiai .
    Mas vou em busca ;)

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  5. Estou doida para adquirir esse livro, mas não acho em lugar nenhum! Sabe onde posso comprar ou trocar com alguém?

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