Louca sua miga

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Resenha do livro "Como Dizer Adeus em Robô"

O livro "Como Dizer Adeus em Robô", escrito por Natalie Standiford, narra a estória da estranha amizade entre um casal de jovens, a Garota Robô, Beatrice Szabo, e o Garoto Fantasma, Jonah Tate.
Título: Como dizer adeus em Robô
Páginas: 339
Autora: Natalie Standiford
Editora: Galera Record
Classificação
Beatrice se muda de Ithaca com os pais. Agora, sua realidade é outra. Assim que a menina vai para o primeiro dia de aula, enturma-se rápido. No entanto, o seu grupo de amigos não parecem lhe chamar tanta atenção como Jonah, um garoto estranho, excluído pelos demais colegas e taxado como "Garoto Fantasma".


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Jonah é um menino pálido que se apega rápido a Beatrice. Juntos, eles parecem se sentir completos. Ou pelo menos Beatrice pensava desse jeito. O casal de amigos passa a ouvir todos os dias um programa de rádio chamado Night Light Show, com alguns ouvintes estranhos, para não dizer malucos e surreais, conversando com o apresentador Herb sobre assuntos alheios e imaginando viagens em tapetes voadores. A partir daí, surgem os apelidos "Garota Robô" e "Garoto Fantasma". Beatrice se apelida com o primeiro nome por ter a sensação de possuir um coração gélido, "de lata", dentro de seu corpo. Ela acha que não tem sentimentos como as demais pessoas. Enquanto que Jonah apenas transfere o apelido com o qual seus colegas de classe o taxaram para o programa.
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Mesmo que saiba o que vai acontecer, você nunca está preparado para sensação que vai ter. (Pág.338, Linha.8)
A narração é conduzida por Beatrice em primeira pessoa. E dividida entre os diálogos do programa de rádio e narração tradicional. O jeito de escrever de Natalie é simples e fácil de entender, pelo menos a tradução é! Não há frases mau elaboradas ou coisas complicadas que exigam uma segunda leitura. Mas também não há nada muito surpreendente ou que eu achasse significante destacar.
Eles nunca pedem a identidade aqui - Jonah abriu a porta - estão ocupados demais sendo loucos. (Pág.85, Linha.26)
"Como dizer adeus em robô" não é um livro que arrancará suspiros e nem fará você ficar sem durmir por não conseguir parar de ler. É uma leitura bem parada. Além disso, o livro, ao meu ver, é um pouco surreal. Algumas vezes tive medo de enlouquecer com o que eu lia. Ainda mais com as atitudes da mãe de Beatrice. Tinha muitas fatos que eram surreais, tipo, viajantes no tempo? Hãn?
O resto do plano envolvia muitos dedos cruzados. (Pág.103, Linha.27)
Um tópico que achei decadente da obra, foi o design. A capa, sem dúvidas, é muito boa. E gostei mais ainda da brasileira por ter o fundo preto, indicando o estilo fúnebre da obra. No entanto, o interior do livro deixou a desejar. Há algumas páginas rosas e pretas dentro do livro e, algumas delas, há escritos. Só que esses escritos estão com uma letra tão fina que a leitura fica quase impossível. Isso porque tenho uma ótima vista!  Eu só li porque estava tremendamente curiosa.
Eu podia ter sido feita de metal algum dia, mas não sou mais. (Pág.229, Linha.23)
Em suma, o livro é basicamente sobre a amizade estranha entre Jonah e Beatrice com uma pitada sobre o relacionamento ainda mais estranho com e entre seus pais. Se houve 0,1% de romance no livro foi muito! O que achei interessante, foi o desenvolvimento da personagem enquanto seus sentimentos. Afinal, no início ela achava que não sentia nada e tinha um coração de lata, e no final, começou a notar que existia um coração orgânico dentro de si. Mas, não vou dizer que é uma leitura viciante, porque não é. Nem vou afirmar que é ruim, porque também não é. Na verdade, fico um pouco sem palavras para descrever o livro. Talvez sem sal. Talvez tenha faltado alguma coisa. Acho que um final mais objetivo, talvez. Ou melhor, a palavra para resumir o livro é: talvez.

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