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domingo, 10 de novembro de 2013

Resenha do filme "Precisamos falar sobre o Kevin"

Precisamos falar sobre o Kevin por R$29,70
Desde que o livro "Precisamos falar sobre o Kevin" emplacou como best-seller, o meu interesse pela leitura extrapolou o limite. Lembro-me que quando entrava nas Lojas Americanas, e até mesmo em outras livrarias, as prateleiras dos mais vendidos sempre apresentavam "A Menina que roubava livros" e "Precisamos falar sobre o Kevin", ambos adaptados para cinema, o primeiro mais recentemente.
Título: Precisamos falar sobre o Kevin
Gênero: Drama
Ano: 2011
Classificação
Desde então, surgiram outros livros, minha estante foi ficando cada vez mais cheia e o meu estilo de leitura foi se transformando até abandonar estórias fortes como esta. Mas, então, surgiu a oportunidade de conhecer a estória de uma família assolada pelo sofrimento de ter um membro da família sóciopata.

Como citado anteriormente, Kevin tinha traços de um sóciopata: desde pequeno, apresentou comportamentos estranhos, ele não interagia como as demais crianças, parecia ser inteligente demais para sua idade, era malicioso e, digamos, uma "criança má". No decorrer do tempo, Kevin se desenvolveu mas não demonstrou sentimento de afeto contínuo, parecia fingir sentimentos quando era de seu interesse apenas, gerando uma manipulação das pessoas que estavam ao redor.
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Apesar de Kevin ser o sóciopata, o foco do filme está mais na mãe do que no próprio menino. Isso porque a trama aborda como principal fator para desencadear o transtorno do menino, a forma como a mãe o criou. Pesquisando sobre o assunto, percebi que, ao contrário do que eu pensava, o psicopata não nasce como tal, ele desenvolve o transtorno de acordo com sua vivência. Assim, é possível entender que o que contribuiu para o distúrbio de Kevin foi a relação entre mãe e filho.

A forma de tratamento da mãe para com seu filho era baseado em stress. Não esquecerei a cena em que, quando bebê, Kevin não parava de chorar, então ela parou o carrinho ao lado de uma obra barulhenta para não mais ouvir o choro. Também não esquecerei a cena em que ela fala para a criança que era mais feliz quando ele não era vivo. 

Para dizer a verdade, não entendi o início do filme: uma multidão com liquído vermelho espremida. Talvez fosse a festa em que os pais de Kevin estavam, mas nada foi certificado. Na verdade, o filme todo é muito subjetivo. Força quem assiste a pensar e prestar  atenção. Além disso, achei a reação da mãe no final da trama simples, sem lágrima. Já adianto que o filme é forte e necessita de estômago e do lado emocional preparado. E um outro tópico que analisei foi que a família protagonista não se parecia em nada com o ideal estadunidense, o pai era representado por um ator comum de comédias, gordo e com os cabelos embaralhados, a mulher ainda mais fora do ideal, magra com cabelos curtos e comportamento exótico, dando a entender que pais estranhos e fora do padrão é a origem dessas crianças. E se pensar no American way Life você começa a acreditar que sim, a ideia tem fundamento.

Em suma, "Precisamos falar sobre o Kevin" é uma estória forte que apresenta uma explicação sobre os fatos que levam uma criança, que nasce pura, a ser um psicopata. A maneira de enxergar o mundo muda. Aliás, só temos psicopatas porque pessoas normais os desenvolveram. A única coisa que tenho de reclamar é a complexidade para entender a estória. Apesar de deixar o telespectador mais curioso, as cenas de futuro, presente e passado jogadas no filme transferem uma confusão de pensamentos. Mas, acredito que o filme é daqueles que necessita assistir mais de uma vez para se entender a estória por completo. Original, instigante. Revelador. Assista!

Para entender mais sobre distúrbios de personalidade, clique aqui.
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