Louca sua miga

sábado, 21 de setembro de 2013

Resenha do livro "Pandemônio" de Lauren Oliver

 
Obs: Minha conexão de Internet está com problemas. Por isso, o número de postagens estão escassas durante esses dias. Mas estamos trabalhando incansavelmente para resolver o problema.
"Pandemônio” é o segundo livro da trilogia “Destino”, escrita pela autora Lauren Oliver, a mesma do sucesso “Antes que eu Vá”. O trio de livros narra uma estória distópica onde, no futuro, o amor é uma doença altamente contagiosa e essa nova sociedade a combate com a chamada “intervenção”, um procedimento cirúrgico que inibe sentimentos.
Livro: Pandemônio (Delírio #2)
Autora: Lauren Oliver
Páginas: 301
Editora: Intrínseca
Classificação:
 Na verdade,apesar de “Pandemônio” estar na lista de um dos gêneros literários que eu mais gosto e ser continuação de um dos livros distópicos mais criativos, ainda estou analisando a leitura que fiz dessa segunda continuação. Ainda não me decidi se gostei ou não do livro. Você encontra alguns motivos e explicações sobre essa indecisão clicando em “Continue Lendo”.

Aviso: O texto seguinte poderá conter Spoiler do Primeiro Livro da Série, “Delírio”.

Os animais estão do outro lado da cerca: monstros de uniforme. Falam com suavidade e contam mentiras e sorriem enquanto cortam sua garganta. (Pág.24, Linha.O5).
 
Em “Pandemônio” não temos mais Alex. Agora uma nova personagem entra em cena, Julian Fineman. Nesse contexto, Lena luta não só contra aqueles que impõem a cura, mas também contra os sentimentos ainda vivos por Alex, e também contra aquele que insiste em nascer em seu coração por Julian. Além disso, a jovem anseia pelo encontro com a sua mãe, que fugiu das Criptas no primeiro livro, e luta ao lado da resistência, dos Inválidos, contra a obrigatoriedade da cura.
[...] as coisas que não são necessárias na Selva não são construídas, feitas ou usadas. (Pág.237, Linha.O1).
 
 “Pandemônio”, assim como “Delírio”, é cheio de metáforas. Eu poderia adicionar um milhão de “quotes” nessa postagem se quisesse. Tiveram algumas vezes que Oliver carregou tanto nessas metáforas que a estória ficou parada, monótona, filosófica demais.  Pouco objetiva, poucas ações. Mas de alguma forma, Lauren sempre prendia o leitor na estória.  Apesar do livro ser mais parado, ele não era entediante. Ao contrário, o leitor ficava curioso para saber o que iria acontecer. Dava até raiva às vezes, porque eu queria saber o que ia acontecer e a estória ia sendo desenrolada devagarinho, quase parando. Éh! Prazer, garota ansiosa!!!
Alguém na plateia tosse. Gotas, gotas: somos todos pingos, gostas idênticas de pessoas, flutuando, esperando cair, esperando que alguém nos mostre o caminho, nos derrame em uma direção. (Pág.51, Linha.O2).


Uma coisa que notei, foi a brincadeira que Oliver fez com o nome da “Shhh”. O livro tem o nome da onomatopeia – figura de linguagem do Português– que significa “silêncio”. E se analisado o contexto da estória, o livro “Shhh” servia para silenciar as pessoas, para manipulá-las a acreditar no que ali estava escrito e impossibilitar revoluções contra as curas. Quanta Imaginação, Oliver!

O outro lado da liberdade é este: quando você está completamente livre, também está completamente sozinho. (Pág.169, Linha.29).
 
Um fator negativo na leitura desse segundo livro, é que foram criados novos problemas, mas os antigos, os criados no primeiro livro, quase não foram solucionados.  E isso deixa o leitor com cara de “Taxo”, porque comprou a continuação justamente para ter as soluções dos problemas do primeiro, e não adquirir outros novos. Lá vamos nós comprar o terceiro então?

Este é o mundo  em que vivemos, um mundo de segurança e felicidade e ordem, um mundo sem amor. (Pág.50, Linha.11)

 
 A sensação de semelhança entre a realidade atual e a ficção distópica me assustou. Só com a leitura atenta desse segundo livro percebi que vivemos praticamente o que é contado na série. Apesar de não existir proibição explícita, os dizeres que são passados de geração para geração comprovam isso: “Estudar e Trabalhar é mais importante que amar”, “Amor não enche barriga” e “Gente apaixonada é gente boba”. Se pensar que esses dizeres são uma forma de repressão, concorda que vivemos na sociedade “Delírio” implícita? Só temos a liberdade imaginária, então.

A normalidade disso quase me mata. Mesmo em um mundo de guerra e insanidade, as pessoas penduram as roupas; dobram calças; fazem a cama. (Pág. 276, Linha.14).
 
Um outro tópico, e último que, sem dúvida nenhuma, devo comentar, e o que me fez gostar mais do livro, foi o final. Infelizmente não poderei contar muitas coisas, mas o que posso afirmar é que até a última linha você irá arregalar os olhos.  Vai suspirar e irá postar na internet que você deseja muito ler a finalização dessa estória onde o amor puro e  sublime é a doença mais contagiosa do mundo.

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