Louca sua miga

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Resenha do Livro "Easy" de Tammara Webber

Obs: Tive alguns pequenos problemas com a minha conexão de internet, mas já está tudo resolvido. Desculpem-me pela desatualização.
Tammara Webber narra em “Easy” uma estória imersa em um contexto de medos, expectativas, traumas, perdas, segredos e paixões. Envolve o leitor no romance proibido e apimentado de Lucas e Jacqueline. Cada um com seus segredos, cada um com seus traumas e medos. Para quem ainda não percebeu, “Easy” é uma trama do emergente New Adult. E, por isso, contém algumas cenas impróprias para uma criança de doze anos, mas não é nada pesado.
Título: Easy
Autora: Tammara Webber
Gênero: New Adult
Editora: Verus
Páginas: 305
Classificação:  ()
 Após finalizar seu namoro, Jacqueline sofre uma tentativa de abuso sexual, no entanto, um estranho a salva antes de cometerem a atrocidade. A partir daí, o interesse pelo herói  da estória, por parte de Jacqueline e do leitor, aumenta. A garota e o leitor se veem encantados pelo mistério que o envolve e, por algumas vezes, Jacqueline esquece o sofrimento de ter finalizado seu antigo e longo namoro.

Talvez eu consiga provar cientificamente que seu ex não merecia você, e que você está exatamente onde deveria estar. (Pág.68, Linha.29)
Tammara Webber consegue criar um romance de New Adult que não apela para sexo ou para as seduções. Ele não precisa disso para ser bom. Aliás, a autora criou uma problemática mais do que interessante e que não se restringe a isso.  Para dizer a verdade, as cenas quentes nem são muitas e nem se tornam “protagonista” na estória.
Nosso coração pulsava numa cadência que a contrabaixista dentro de mim traduzia em um concerto de prazer. (Pág.139, Linha.O9)
Essa problemática criada se baseia nos abusos sexuais realizados por aquelas pessoas em quem, de maneira geral, confiamos. Imaginem criar um New Adult, gênero que é caracterizado por algumas cenas picantes, contando sobre o lado contrário da situação? Aquele lado em que o sexo não é prazer, e sim, uma tortura; Pior, um abuso cometido por uma pessoa do convívio? Genial. E, de primeira instância, impossível. Até você ler “Easy”.
Talvez nunca lhe tivesse ocorrido que seu melhor amigo fosse capaz de destruir a autoconfiança de uma garota em menos de cinco minutos. Que fosse capaz de machucar uma pessoa inocente para se vingar de um rival. Que pudesse violar o corpo dessa pessoa na tentativa distorcida de superar a própria impotência. Que fosse capaz de fazer com que ela se sentisse constantemente ameaçada e não dar a mínima para isso. (Pág.191, Linha.15)
A temática de “Easy”, para muitos, pode ser considerada clichê. E preciso admitir, de primeira instância é realmente. Mas quando se lê a obra,  quando pegamos o livro em mãos e “em olhos”, percebemos as diferenças sutis, mas existentes. Uma delas, muito interessante, é o fato de que, temos um famoso romance de “proteção”, mas o “mocinho” da estória não protege fielmente a “mocinha”, ele a ensina se proteger. Ele a ensina a fugir de um abusor quando estiver só, a ensina os pontos fracos em um homem e como deve atingi-los para manter sua própria segurança se este estiver lhe causando danos. E a protege quando há a possibilidade (Afinal, o que seria dos romances sem as cenas de proteção, aquelas que o homem vai como bicho atrás daquele que fez mal a sua amada e arranca suspiros da mulherada?).
Sempre desprezei os joguinhos em que as pessoas se envolviam em busca do amor – ou da próxima ficada. A coisa toda era uma competição para ver quem conseguiria chegar até certo ponto , e eu nunca consegui entender se era necessário ter mais sorte ou mais habilidade, ou uma combinação de ambos. As pessoas raramente diziam o que pensavam ou revelavam o que sentiam. Ninguém era honesto. (Pág.74, Linha.O1)
Dessa forma, o leitor acompanha o desenvolvimento de Jacqueline. Desenvolvimento este que impulsiona a menina a abandonar seu passado, a se desligar do ex-namorado do Ensino Médio, a aprender a viver e a se defender, mesmo quando isso requer maturidade e o desligamento de muitas coisas. Esse crescimento da personagem durante a narração é legal de ser lido. Acompanhei a história mesmo quando não estava com o livro aberto e acabei me fixando tanto a ela, que por um momento pensei que estivesse vivendo o que a menina estava. Fenomenal.
Não sei se eu simplesmente acreditava demais nele ou muito pouco em mim. (Pág.68, Linha.14)

Apesar disso, criei uma expectativa grande durante a leitura e o final não me surpreendeu. Acredito que seja algo relacionado ao gênero, pois até hoje não li um final surpreendente em um livro de New Adult ou Young Adult. Mesmo sendo gêneros que amo.  Digamos que o final não fui ruim, mas também não foi bom. Suficiente, esta é a palavra. E por isso, não classifico “Easy” com cinco estrelas. O final não estava no mesmo patamar da história. Ele pedia mais.

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