Louca sua miga

sábado, 6 de julho de 2013

Resenha do livro "No Limite da Atração"

No Limite da Atração   Uma jornada em busca da normalidade em um mundo que não existe. A procura pelo alcance dos padrões que a sociedade impõe por dois adolescentes que possuem cicatrizes na alma, que tiveram em suas vidas momentos trágicos e que marcaram, alguns negativamente, suas vidas. Assim se resume o enredo do livro "No Limite da Atração". Durante as páginas dessa obra, você conhecerá Echo, uma menina marcada fisicamente e abstratamente pelos fatos de sua vida. Ela tem cicatrizes por todo o corpo feitas pela pessoa quem deveria protegê-la, sua mãe. Também conhecerá Noah, um menino que mergulhou no mundo das drogas quando percebeu que sua família se despedaçou. Além disso, conhecerá o amor desses dois... Uma mescla perfeita de anormalidade e compaixão.
Título: "No Limite da Atração"
Autora: Katie McGarry
Ano: 2013
Páginas: 364
Editora: Verus
Classificação:   ()
   Para falar a verdade, como já comentei nas postagens anteriores sobre a obra, o que chamou a minha atenção foi sua aparente semelhança com um dos meus livros prediletos, "Belo Desastre". Além de uma sinopse parecida, de ser publicado pela mesma editora e de ter os nomes das autoras semelhantes, havia um casal protagonista composto por uma menina problemática que escondia consigo um segredo, e um menino que, aparentemente, tem tudo o que é errado e inadmissível para uma sociedade. As duas obras têm lá suas semelhanças, sim. Mas quando você atinge uma quantidade de páginas de "No Limite da Atração", percebe que a obra não é puramente um romance romântico entre um casal de adolescentes, é mais do que isso. É uma gama de problemáticas sendo absorvidas por cada um e os modos de enfrentá-las. Não digo que é melhor que "Belo Desastre", mas, sim, que é diferente, peculiar.

 Não tenho o menor interesse em recriar sua antiga vida, mas acredito que juntos podemos criar algo novo. (Pág.21, Linha.23)
   Durante a narração do livro, Katy McGarry trabalha com dois narradores, Noah e Echo. A admiração pela narração logo surgiu quando notei a diferença de vocabulário de cada passagem: Noah sempre narrando de um jeito largado e com palavrões; e Echo narrando de um jeito meigo e calmo, notavelmente mais feminino. Desse modo, a leitura ficou ainda mais interessante. E o que me encantou nesse tipo de escrita foi : as personagens não narravam a mesma coisa que o anterior relatou. Eles davam continuidade à narração do outro. Mantendo um ritmo à estória e não a tornando cansativa.
Às vezes, quando a gente vê a fronteira, acha que é uma boa ultrapassar, até que ultrapassa. (Pág.72. Linha.12)
   Tive a sensação de não conseguir classificar Noah e Echo em um grupo típico de personagens. Um leitor assíduo sempre classifica. O máximo que consegui foi firmar uma ligação entre "No Limite da Atração" e "Belo Desastre". E mesmo assim, essa ligação foi dissolvida quando alcancei a metade das páginas. Isso porque notei que "No Limite da Atração" não só trabalhava com o estilo de amor proíbido entre duas personagens completamente inversas, um garoto "mal" e uma menina "boa", como também com seus sentimentos mais profundos, suas carências, seus medos, e traumas. Sua busca pela normalidade, atenção... E por uma vida sem medos e livre.
Você corre e eu estabeleço a velocidade. (Pág.70. Linha.19)
    A estória é encantadora, a narração ainda mais, as personagens... Perfeitas. daria mil estrelas para classificação da obra se pudesse... Daria porque fiquei com a estória na cabeça mesmo após dias ter finalizado-a. Recomendo para todas as pessoas que tiveram sua adolescência regada de conflitos internos. Eu, particularmente, indentifiquei-me com essa obra mais do que com qualquer outra. Acredito que muitos outros se encontrarão dentro dessa trama incrível.

Todos nós implorávamos por normalidade. Mas, até agora, a normalidade só representava mais desgraça. (Pág.117. Linha.16)

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