Louca sua miga

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vaidade

Eu caminho pelo centro de minha cidade, voltando da escola ou indo para qualquer lugar indefinido, observando as pessoas. Não apenas suas feições, e sim o que há dentro delas. Se pensar bem, cada pessoa leva consido mais do que linhas de expressões e roupas tentando amparar seus defeitos mais íntimos. Levam consigo anos de vida com experiência, e sonhos de futuro. Desejos. Amores. Pensamentos que ninguém nunca ouviu sendo pronunciado. Cada um tem seu trauma, seu medo, seu segredo. Coisas que ninguém conta a ninguém. Que nem mesmo seus pais sabem. Cada um tem um objeto de vergonha, algo que não gosta que reparem, ou mesmo desconfiem. Mas, eu caminhando como sempre, tentando rotineiramente ler as expressões vazias , dificultadas com a correria... Tentando entender as linha de expressões, se são de choros ou gargalhadas. Lendo cada informação, cada sorriso, cada careta, cada tique... Percebi que eu só lia , só tentava entender as pessoas que fisicamente me chamavam atenção. Fossem por cabelos louros, ou por sua pele lisinha, também por sua blusa colorida de marca, ou pelo tênis que eu vi no outro dia na vitrine. Ou até mesmo por ser bem sexy. Mas caramba, não é esse sentido que eu procuro, se é que você me entende. Não é isso que eu tento descobrir. As roupas, os olhos, os cabelos, eu não preciso pensar para ver, para entender. Está ali para ser olhado. Está ali, só porque a pessoa que o usa, quer que você olhe para ele. O medo, a dor, os defeitos, eles escondem. Guardam dentro dessa faceta. Mas são esses medos, as dores , e esses defeitos que eu quero descobrir... porque não estão à mostra.
Minha vaidade, não comigo e sim com os outros, está tampando meus olhos. Ofuscando-o. Tirando o foco principal e primitivo. Não é vaidade comigo, com a minha estética. É preocupação com a estética dos outros. FODA-SE A ROUPA DOS OUTROS! Penso assim. Pelo menos eu acreditava que pensava, até perceber para quem eu olhava primeiro, se era para um garoto alto, forte, de olhos claros, cabelo liso e extremamente seguro de si. Ou para um garoto de chinelo, parado atrás do ponto de ônibus, olhando para a mão, contando as moedinhas para comprar algo que seu dinheiro não dava, pois o guardou logo em seguida. Não acho que os defeitos do louro não existam, apenas estão escondidos. E o do garoto de chinelo, estão à mostra. Se é que é defeito usar chinelo. (aposto que pensou em um garoto maljumbrado)
E é por isso, e outras... que eu deixo vocês pensarem sobre isso... Espero que consigam me entender. Consigam enxergar como eu enxergo, quer dizer, consigam enxergam além do que eu enxergo. Logo, deixo o seguinte fragmento para vocês refletirem:


Até onde a vaidade me leva? Porque eu considero o mais bonito melhor que o mais feio?
Logo eu, que sempre bati no peito e falei que beleza não é tudo, agora me vejo dentro
de um mundo ,com armadilhas que eu critiquei, mas que estou caindo, e porque eu quero.

2 COMENTÁRIOS:

  1. Oiee!!

    Tudo beim?!

    Então, eu estou aqui passando para te fazer um SUUUPER pedido!! O blog mudou de endereço e eu PRECISO MUITO que você passe lá e me fale o que achou! *-* Por favor, eim?! A sua opinião vai fazer uma blogueira muito feliz!

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    Obrigada!

    Beijos da Rapha! :*

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  2. Adorei o post, sério, de coração!
    Tipo eu nunca parei pra pensar por esse lado não..
    Sou uma pessoa muito observadora, mas nunca reparei também que olho sempre pro que chama atenção primeiro..
    Realmente há muito ai no que refletir!

    beijos,
    Ana Luiza
    Livros ao Meio Dia

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